O Google mede a experiência da sua loja com três números: LCP, INP e CLS. Eles decidem parte do seu ranking na busca e, mais importante, decidem se o cliente fica ou desiste. Em vez de falar disso em tese, medimos: pegamos 100 lojas reais de outras plataformas SaaS, rodamos o mesmo teste que o Google roda, e colocamos o Forge do outro lado. Este post é a metodologia completa, os números sem edição, e o que eles têm a ver com a plataforma que estamos construindo.
LCP (Largest Contentful Paint) é o tempo até o conteúdo principal aparecer, como a foto do produto ou o banner da campanha. INP (Interaction to Next Paint) é a resposta ao toque: o clique no botão que demora a reagir. CLS (Cumulative Layout Shift) é a estabilidade visual: a página que pula na hora em que você ia clicar.
| Métrica | Bom | Precisa melhorar | Ruim |
|---|---|---|---|
| LCP · conteúdo principal | até 2,5 s | 2,5 s a 4,0 s | acima de 4,0 s |
| INP · resposta ao toque | até 200 ms | 200 a 500 ms | acima de 500 ms |
| CLS · estabilidade visual | até 0,1 | 0,1 a 0,25 | acima de 0,25 |
Esses três formam os Core Web Vitals, definidos e documentados pelo próprio Google. A referência oficial está em web.dev/vitals e o efeito deles no ranking de busca em Search Central. Os limites acima não são opinião nossa: são o que o Google usa para classificar uma visita como boa, mediana ou ruim.
O grupo de comparação são 100 lojas reais de outras plataformas SaaS, na América Latina, com catálogo de porte equivalente a uma loja do Forge (na faixa de 3 a 4 mil produtos) — nenhuma identificada individualmente.
O teste em si roda em laboratório: PageSpeed Insights (o mesmo motor Lighthouse do Google), perfil de celular padrão, uma execução por página, não a mediana de várias, para manter o volume de chamadas viável num teste de mais de 480 medições. Cada loja foi medida em cinco tipos de página: home, categoria, produto, busca e checkout (o checkout mede o carrinho vazio, mesmo bundle e mesmas tags de um checkout real, só sem item dentro). O valor do grupo em cada métrica é a mediana, não a média, para que uma única loja excepcionalmente ruim não distorça o número.
| Medida | forge. | 100 lojas | Diferença |
|---|---|---|---|
| Nota de performance | 95 | 31 | +64 pts |
| LCP (laboratório) | 2,8 s | 12,4 s | −78% |
| CLS (laboratório) | 0,00 | 0,12 | −100% |
| Total Blocking Time | 5 ms | 1,0 s | −99% |
| Peso da página | 869 KB | 4,5 MB | −81% |
| Peso de terceiros | 247 KB | 4,2 MB | −94% |
| Requisições | 79 | 186 | −58% |
| JavaScript entregue | 144 KB | 2,7 MB | −95% |
Menor é melhor. O checkout é onde dói mais: 20,8 segundos de mediana entre as 100 lojas, e isso com o carrinho vazio, só o shell da página. Com um produto dentro, tende a piorar, não melhorar.
Cada linha é uma loja real do grupo de comparação. "Visitas boas" é a média entre LCP, INP e CLS, medida em campo (Chrome UX Report, dado de usuários reais, não laboratório):
| Amostra | LCP (p75) | INP (p75) | CLS (p75) | Visitas boas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 4,3 s | — | 0,48 | 27% |
| 2 | 4,6 s | — | 0,28 | 33% |
| 3 | 3,9 s | 630 ms | 0,42 | 42% |
| 4 | 5,7 s | 221 ms | 0,27 | 42% |
| 5 | 6,3 s | 207 ms | 0,47 | 42% |
O traço em INP não é erro: duas dessas lojas não têm volume de interações suficiente para o Chrome publicar o número, o que já diz algo sobre o tráfego que sobrevive à primeira impressão.
Dois números de campo resumem o tamanho do problema. Entre as 142 lojas do nosso conjunto maior com dado real do Chrome UX Report, só 3% passam nas três métricas ao mesmo tempo, o próprio limite que o Google considera "bom". Entre as 100 piores que compõem este benchmark, a mediana de CLS em campo é 0,32 e a de LCP é 3,95 segundos, já no território "ruim" antes mesmo de qualquer teste de laboratório.
Em laboratório, o padrão se repete com outra granularidade: 94% do peso médio das páginas é de terceiros, isso acontece por falta de governança aliada a limitação da plataforma que joga tudo para o front quando poderia ter integração no back.
Isso bate com o que a gente já vê na prática sobre por que lojas falham nessas métricas: o problema quase nunca é o produto sendo vendido. É estrutural, e se repete em quatro formas:
JavaScript que a plataforma te obriga a carregar antes do seu produto. Em SaaS, esse código é decidido para milhões de lojas ao mesmo tempo, com feature que sua loja nunca usa, mas que chega no mesmo pacote. No Forge, o código é seu e auditável: dá pra ver exatamente o que roda, porque não existe baseline de fábrica escondido.
Apps e pixels que se acumulam sem dono. Cada app pequeno, sozinho, parece barato. O conjunto (os 94% de terceiros que medimos) não é. No Forge isso vira o modelo Friends: toda integração é uma escolha consentida, com permissão e banco próprios, escolhida pelo Forge Team ou por você a dedo, nunca um pacote pré-instalado que ninguém lembra de revisar.
Cache compartilhado, aquecido para a média, nunca para a sua loja. Numa plataforma SaaS, milhares de lojas dividem a mesma infraestrutura, tunada para o caso médio. O Forge roda na nuvem que você escolher (AWS, GCP, Azure ou a que você já usa), dedicada à sua operação, não a uma cauda longa de outros tenants.
Checkout carregado até o osso. O nosso teste mostrou o checkout como a pior página, de longe, mesmo vazio. Em plataformas SaaS, é comum o checkout acumular anos de pixels de conversão que ninguém mais audita, porque mexer nele é arriscado ou impossível. No Forge, cada integração no checkout também é um app com permissão explícita — visível, revisável, removível e nem sempre no front.
O Forge não é um SaaS. Você não aluga espaço num sistema compartilhado: a loja, o código e os dados são seus, rodando na sua infraestrutura, operados pelo Forge Team. Essa diferença estrutural é o motivo pelo qual os números acima podem virar controle, e não só diagnóstico:
Cada item que apareceu como problema estrutural neste benchmark (JavaScript de fábrica, apps acumulados, cache dividido, checkout sem dono) é, no Forge, uma decisão que você consegue tomar a dedo. É essa a diferença entre alugar uma plataforma e ter a sua.
É isso que o assessment entrega, por escrito, depois que você contar como é a sua operação hoje. Gratuito, sem compromisso.