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← blogBenchmark · 28 jul 2026

Testamos 100 lojas (Core Web Vitals). O resultado explica por que o Forge existe.

por Forge Team ·7 min de leitura

O Google mede a experiência da sua loja com três números: LCP, INP e CLS. Eles decidem parte do seu ranking na busca e, mais importante, decidem se o cliente fica ou desiste. Em vez de falar disso em tese, medimos: pegamos 100 lojas reais de outras plataformas SaaS, rodamos o mesmo teste que o Google roda, e colocamos o Forge do outro lado. Este post é a metodologia completa, os números sem edição, e o que eles têm a ver com a plataforma que estamos construindo.

As três medidas que o Google usa

LCP (Largest Contentful Paint) é o tempo até o conteúdo principal aparecer, como a foto do produto ou o banner da campanha. INP (Interaction to Next Paint) é a resposta ao toque: o clique no botão que demora a reagir. CLS (Cumulative Layout Shift) é a estabilidade visual: a página que pula na hora em que você ia clicar.

Métrica Bom Precisa melhorar Ruim
LCP · conteúdo principal até 2,5 s 2,5 s a 4,0 s acima de 4,0 s
INP · resposta ao toque até 200 ms 200 a 500 ms acima de 500 ms
CLS · estabilidade visual até 0,1 0,1 a 0,25 acima de 0,25

Esses três formam os Core Web Vitals, definidos e documentados pelo próprio Google. A referência oficial está em web.dev/vitals e o efeito deles no ranking de busca em Search Central. Os limites acima não são opinião nossa: são o que o Google usa para classificar uma visita como boa, mediana ou ruim.

O teste: Forge contra 100 lojas reais

O grupo de comparação são 100 lojas reais de outras plataformas SaaS, na América Latina, com catálogo de porte equivalente a uma loja do Forge (na faixa de 3 a 4 mil produtos) — nenhuma identificada individualmente.

O teste em si roda em laboratório: PageSpeed Insights (o mesmo motor Lighthouse do Google), perfil de celular padrão, uma execução por página, não a mediana de várias, para manter o volume de chamadas viável num teste de mais de 480 medições. Cada loja foi medida em cinco tipos de página: home, categoria, produto, busca e checkout (o checkout mede o carrinho vazio, mesmo bundle e mesmas tags de um checkout real, só sem item dentro). O valor do grupo em cada métrica é a mediana, não a média, para que uma única loja excepcionalmente ruim não distorça o número.

Nota de performance
95
forge. · 1 loja
31 100 lojas
LCP em laboratório
2,8 s
forge. · 1 loja
12,4 s 100 lojas
Bloqueio da thread
5 ms
forge. · 1 loja
1,0 s 100 lojas
Peso da página
869 KB
forge. · 1 loja
4,5 MB 100 lojas
Medidaforge.100 lojasDiferença
Nota de performance9531+64 pts
LCP (laboratório)2,8 s12,4 s−78%
CLS (laboratório)0,000,12−100%
Total Blocking Time5 ms1,0 s−99%
Peso da página869 KB4,5 MB−81%
Peso de terceiros247 KB4,2 MB−94%
Requisições79186−58%
JavaScript entregue144 KB2,7 MB−95%

LCP por tipo de página

Menor é melhor. O checkout é onde dói mais: 20,8 segundos de mediana entre as 100 lojas, e isso com o carrinho vazio, só o shell da página. Com um produto dentro, tende a piorar, não melhorar.

2,8
13,8
Home
1,8
10,5
Categoria
2,0
9,0
Produto
2,4
10,4
Busca
2,0
20,8
Checkout
forge. 100 lojas (real, segundos)

Uma amostra das cinco piores

Cada linha é uma loja real do grupo de comparação. "Visitas boas" é a média entre LCP, INP e CLS, medida em campo (Chrome UX Report, dado de usuários reais, não laboratório):

Amostra LCP (p75) INP (p75) CLS (p75) Visitas boas
1 4,3 s 0,48 27%
2 4,6 s 0,28 33%
3 3,9 s 630 ms 0,42 42%
4 5,7 s 221 ms 0,27 42%
5 6,3 s 207 ms 0,47 42%

O traço em INP não é erro: duas dessas lojas não têm volume de interações suficiente para o Chrome publicar o número, o que já diz algo sobre o tráfego que sobrevive à primeira impressão.

O que há de pior nessas lojas (e o que isso tem a ver com o Forge)

Dois números de campo resumem o tamanho do problema. Entre as 142 lojas do nosso conjunto maior com dado real do Chrome UX Report, só 3% passam nas três métricas ao mesmo tempo, o próprio limite que o Google considera "bom". Entre as 100 piores que compõem este benchmark, a mediana de CLS em campo é 0,32 e a de LCP é 3,95 segundos, já no território "ruim" antes mesmo de qualquer teste de laboratório.

Em laboratório, o padrão se repete com outra granularidade: 94% do peso médio das páginas é de terceiros, isso acontece por falta de governança aliada a limitação da plataforma que joga tudo para o front quando poderia ter integração no back.

Isso bate com o que a gente já vê na prática sobre por que lojas falham nessas métricas: o problema quase nunca é o produto sendo vendido. É estrutural, e se repete em quatro formas:

JavaScript que a plataforma te obriga a carregar antes do seu produto. Em SaaS, esse código é decidido para milhões de lojas ao mesmo tempo, com feature que sua loja nunca usa, mas que chega no mesmo pacote. No Forge, o código é seu e auditável: dá pra ver exatamente o que roda, porque não existe baseline de fábrica escondido.

Apps e pixels que se acumulam sem dono. Cada app pequeno, sozinho, parece barato. O conjunto (os 94% de terceiros que medimos) não é. No Forge isso vira o modelo Friends: toda integração é uma escolha consentida, com permissão e banco próprios, escolhida pelo Forge Team ou por você a dedo, nunca um pacote pré-instalado que ninguém lembra de revisar.

Cache compartilhado, aquecido para a média, nunca para a sua loja. Numa plataforma SaaS, milhares de lojas dividem a mesma infraestrutura, tunada para o caso médio. O Forge roda na nuvem que você escolher (AWS, GCP, Azure ou a que você já usa), dedicada à sua operação, não a uma cauda longa de outros tenants.

Checkout carregado até o osso. O nosso teste mostrou o checkout como a pior página, de longe, mesmo vazio. Em plataformas SaaS, é comum o checkout acumular anos de pixels de conversão que ninguém mais audita, porque mexer nele é arriscado ou impossível. No Forge, cada integração no checkout também é um app com permissão explícita — visível, revisável, removível e nem sempre no front.

Por que ter a sua própria plataforma muda o jogo

O Forge não é um SaaS. Você não aluga espaço num sistema compartilhado: a loja, o código e os dados são seus, rodando na sua infraestrutura, operados pelo Forge Team. Essa diferença estrutural é o motivo pelo qual os números acima podem virar controle, e não só diagnóstico:

  • Infraestrutura própria. Sua nuvem, sua escolha (AWS, GCP, Azure), sem dividir cache ou capacidade com quem você não conhece.
  • Código seu, auditável. Source-available, sem caixa-preta. O que roda na sua loja é rastreável: por você, se tiver time técnico, ou pelo Forge Team, se não tiver.
  • Modelo Friends, não bloatware. ERP, CRM, NF-e, pagamentos e analytics entram como apps de primeira classe, com permissão própria, nunca acumulados por padrão.
  • 0% sobre as suas vendas. Cobramos pelo que fazemos, nunca pelo que você vende. Performance não é feature premium.
  • Sem lock-in. Se um dia quiser sair, leva tudo: código, dados e infra já são seus. Sem multa de plataforma, sem resgate de dados.
  • LGPD e GDPR nativos. Rodando na sua infra, no país que você escolher, a residência de dados vem de graça, e não depende de contrato com terceiro.

Cada item que apareceu como problema estrutural neste benchmark (JavaScript de fábrica, apps acumulados, cache dividido, checkout sem dono) é, no Forge, uma decisão que você consegue tomar a dedo. É essa a diferença entre alugar uma plataforma e ter a sua.

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